Entre Dobras

Histórias de Engenharia #002

A IA que faz tudo, menos o que importa

Substituir pessoas parecia lucro. O funcionário digital assumiu o café, o hello e a planilha — e nada realmente importante mudou. A virada é usar IA como alavanca, não como substituta.

Ítalo Castro~1 min
Quadrinho em seis quadros com personagens de origami. No primeiro, um CEO comemora a ideia de colocar IA em tudo e substituir o máximo de pessoas, com a conta “menos pessoas = mais lucro???” no quadro atrás. No segundo, um robô apresentado como “funcionário digital (sobrecarregado)” segura uma pilha de tarefas: fazer café, responder o hello, marcar reunião, atualizar planilha, criar apresentação, escolher papel de parede. No terceiro, o CEO conclui que a IA faz tudo, mas nada realmente importante — sem inovação, sem evolução, sem tempo, mesmo problema. No quarto, com a IA ao lado como alavanca e não como substituta, ele volta às ideias, estratégia, produto, pessoas e resultados. No quinto, o que muda: mais tempo para o que importa, pessoas mais estratégicas, produtos melhores, clientes mais satisfeitos. No último, a moral — IA no lugar certo potencializa pessoas; no lugar errado, só automatiza boas ideias ruins.

Trocar pessoas por IA é a forma mais cara de continuar com o mesmo problema. Quando a automação cobre só o que já era trivial — o café, o hello, a planilha — o custo cai um pouco e a capacidade de criar continua exatamente onde estava.

IA no lugar certo não substitui a equipe: devolve a ela o tempo que estava preso na tarefa repetida. Mesma equipe, mais longe.

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